AUTOAVALIAÇÃO DA ESCOLA E MONITORIZAÇÃO turma 39IT01I16.27PESSOAS
Apresentação
O Programa de formação MELHOR ESCOLA MAIS SUCESSO ESCOLAR enquadra-se nas ações que visam darr resposta às necessidades de formação de professores e de acompanhamento das escolas/agrupamentos em diversas áreas, designadamente no âmbito de programas do Ministério da Educação, atualmente em curso, como o Programa de Avaliação Externa de Escolas, o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária e o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar. A presente formação é uma oportunidade dos Agrupamentos de Escolas associadas do CFAE AltoTejo de consolidarem a sua autonomia em parceria com as instituições de ensino superior, nomeadamente, IPCB, UBI e Uévora. É precisamente com o objetivo de alcançar a qualidade que a escola se tem visto impelida a aderir a uma cultura de avaliação que permita a prestação de contas (decorrente da maior responsabilidade inerente à crescente autonomia) e a capacite para a condução de alunos e estudantes na senda de aprendizagens capazes de proporcionar soluções adequadas e criativas, que permitam responder aos desafios da sociedade global e em constante mudança. Uma escola aprendente e curricularmente inteligente deve ser capaz de construir o seu próprio dispositivo de autoavaliação, o que exige a capacitação dos diversos atores escolares na construção de um referencial avaliativo que permita detetar e compreender os problemas, explicitar os resultados, apoiar a tomada das decisões que sejam promotoras da melhoria da escola e sustentar a avaliação externa
Destinatários
Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Educadores de Infância, Professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.
Objetivos
- Perspetivar a autoavaliação como um processo de promoção da qualidade educativa e de desenvolvimento organizacional; -Compreender a importância do uso dos resultados da autoavaliação de escola para a mudança e melhoria das práticas; - Conhecer diferentes modelos de autoavaliação; - Compreender a relação entre os documentos estruturantes da escola e as dimensões de análise, num processo de autoavaliação; - Elaborar instrumentos de recolha de informação para reconstruir, de um modo crítico, a realidade escolar necessária à autoavaliação; - Fomentar a reflexão sobre como apresentar os resultados da autoavaliação; -Capacitar os atores para utilizarem os dados da autoavaliação de escola e da sua avaliação externa na construção coletiva de um plano de melhoria. - Construir referenciais de autoavaliação de escola contextualizados; - Promover o envolvimento dos diferentes atores da comunidade educativa nos procedimentos de autoavaliação de escola;
Conteúdos
1. Desafios da escola atual, numa sociedade global e em constante mudança. 2. A perspetiva da escola aprendente. O papel da avaliação de escola numa escola aprendente. A auto-avaliação de escola: um meio de aprendizagem da escola. 3. Percursos da avaliação de escola em Portugal: Projetos, Programas de avaliação de escola. Enquadramento normativo. 4. Referencialização: Concepções de avaliação. A referencialização como metodologia de avaliação. Análise do quadro referencial a adotar. 5. Construção de um dispositivo de autoavaliação de escola. Princípios e características a ter em conta, caracterização do contexto interno e externo da escola, definição de áreas a avaliar, construção de quadros referenciais de diferentes áreas da organização, construção de instrumentos de recolha de informação, elaboração de uma matriz relativa à construção de relatórios dos resultados decorrentes do processo de autoavaliação de escola. 6. Uso dos resultados de autoavaliação em processos de mudança e melhoria: o ciclo de melhoria da escola; a articulação entre os diversos instrumentos de planificação e melhoria da escola; a construção e implementação do plano de melhoria; a coordenação e monitorização dos diversos planos de ação de melhoria da escola; envolvimento dos atores no processo de melhoria, a divulgação dos resultados da melhoria.
Metodologias
Presencial: Na dimensão presencial conjunta, proceder-se-á à abordagem dos conteúdos identificados, à análise e discussão de textos e de documentos oficiais selecionados e à análise, discussão e reflexão sobre os materiais produzidos. Trabalho Autónomo: Na dimensão de trabalho autónomo, decorrerá a intervenção no terreno através da aplicação dos materiais produzidos e das estratégias definidas. Cada grupo de formandos, representantes de uma equipa de escola, elaborará um portefólio de investigação (que poderá incluir, por exemplo, legislação fundamental, textos académicos selecionados, instrumentos de organização de informação sobre o contexto interno e externo, quadros referenciais relativos às áreas avaliadas e/ou a avaliar na escola, instrumentos de recolha de informação produzidos e/ou utilizados, instrumentos de divulgação do dispositivo de autoavaliação de escola, uma sugestão de matriz de um relatório de autoavaliação; uma sugestão de matriz do plano de melhoria da escola ou os planos de melhoria produzidos face aos dados da autoavaliação e da avaliação externa da escola).
Avaliação
- Participação e assiduidade dos formandos; - Relatório individual do formando; A avaliação dos formandos será feita de uma forma quantitativa, numa escala de 1 a 10 e tendo em conta o disposto na Circular CCPFC-3/2007, bem como o constante do Dec-Lei nº 15/2007, de 19 de janeiro, no que se refere ao sistema de avaliação e classificação dos docentes. Forma de avaliação da acção Preenchimento de dois questionários pelos formandos e formador/es, um no final da ação e outro decorridos 2 meses do terminus da ação para monitorização do impacto da mesma na atividade profissional.
Bibliografia
Correia, A. P. (2016). A avaliação das escolas: Efeitos da avaliação externa nas dinâmicas de Autoavaliação da escola. Tese de Doutoramento. Évora: Universidade de Évora.Correia, S. (2011). Dispositivos de autoavaliação de escola: entre a lógica do controlo e a lógica da regulação (Tese de Doutoramento, Universidade do Minho, Braga).Fernandes, D. (2011). Avaliação de programas e projetos educacionais: Das questões teóricas às questões das práticas. In D. Fernandes (Org.). Avaliação em educação: Olhares sobre uma prática social incontornável (pp. 185-208). Pinhais: Editora Melo.Meuret, D. (2002). O papel da autoavaliação dos estabelecimentos de ensino na regulação dos sistemas educativos. In J. Costa, A. N. Mendes & A. Ventura (Orgs.). Avaliação de organizações educativas (pp. 39-50). Aveiro: Universidade de Aveiro.Rocha, A. (1999). Avaliação de escolas. Porto: Edições ASA.
Observações
As datas de realização da ação são meramente indicativas. O cronograma da ação será divulgado oportunamente.
Formador
Pedro Alexandre Duarte Mendes