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TUTORIA EM CONTEXTO ESCOLAR: O papel do professor tutor turma 36IT01I25.26PESSOAS

Apresentação

A presente ação é uma reacreditação da ação de formação com o mesmo nome com o Registo de acreditação CCPFC/ACC-94026/19. Os desafios que se colocam atualmente às escolas e aos professores, por um lado, a nível da inclusão dos alunos, respondendo à incumbência de promover uma efetiva igualdade de oportunidades, e, por outro lado, na gestão da diversidade pessoal, familiar, social, económica e cultural existente na comunidade educativa, impulsionam o exercício de reflexão e reformulação dos modelos de orientação e intervenção educativa praticados. Como uma das respostas possíveis a estes alunos, existe a figura do professor-tutor que se encontra prevista nos documentos de referência da maioria das escolas/agrupamentos de escolas, nomeadamente no Regulamento Interno e nos Projetos Educativo e Curricular. Os objetivos principais da intervenção do professor-tutor junto dos alunos “tutorados” centram-se no apoio individual para melhorar a organização pessoal e o estudo, promover a integração e inclusão escolares, incentivar comportamentos adequados, prevenindo o insucesso, a indisciplina e os comportamentos considerados de risco. É importante a organização fundamentada das metodologias e procedimentos aplicados neste tipo de apoio, assim como clarificar as competências, funções e o perfil da figura do professor-tutor, partindo do que está previsto na legislação respetiva, mas avançando para a prática, com vista a melhorar o processo organizacional das tutorias.

Destinatários

Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores de Educação Especial

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Ensinos Básico e Secundário e Professores de Educação Especial. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.

Objetivos

A partir da partilha de experiências pessoais e profissionais pré-existentes, enquadrando-as e fundamentando-as de forma científica, pretende-se que sejam criadas situações que potenciem a reflexão, o questionamento, a discussão e a melhoria das práticas e procedimentos. Além disso, deseja-se que seja possível produzir e realizar a aplicação experimental no terreno de instrumentos, formulários e atividades que possam ser pertinentes para o trabalho com alunos. As sessões presenciais conjuntas focar-se-ão nos constructos teóricos mas também no trabalho individual autónomo de natureza prática, pretendendo-se que sejam reflexivas e renovadoras das propostas materiais.Espera-se, ainda, com esta formação, contribuir para a mudança organizacional, a partir do interior da própria organização, assim como:1. Identificar e implementar as estratégias de orientação educativa mais eficazes; 2. Promover competências pessoais e profissionais dos docentes;3.Incentivar o trabalho em rede, abrindo a Escola a novas e melhores parcerias com a rede social local.

Conteúdos

Módulo 1 -3 horas - Enquadramento da ação tutorial como resposta à diversidade populacional da escola - 1 hora Brainstorming-Leitura e discussão de textos, em pequeno grupo, seguido de apresentação das conclusões em plenário. Clarificação de conceitos;Plano de ação tutorial a nível de escola: operacionalização das tutorias; Análise dos documentos de referência no Agrupamento de Escolas para identificação das referências efetuadas à figura do professor-tutor; Princípios éticos e deontológicos na abordagem de casos;Salvaguarda da confidencialidade e privacidade da informação. Indicações para a codificação de elementos que possam ser identificadores. Exemplos de registos devidamente codificados; Identificação do público-alvo; Procedimentos de sinalização de alunos e emparelhamento com os professores-tutores;Alterações organizacionais subjacentes à existência de tutorias. Módulo 2_3 horas - Perfil do professor - Leitura de texto sobre o perfil do professor tutor; Reflexão escrita acerca do ajustamento do perfil pessoal ao perfil de um tutor; Competências e funções do professor-tutor ; Análise da legislação relevante para esta função; Resposta a um questionário com afirmações sobre as competências e funções do professor-tutor Exemplificação de uma situação em que tenha sido observada uma dessas competências com alunos. Módulo 3_3 horas - Comunicação assertiva – Resposta a um questionário sobre o perfil comunicacional pessoal; Leitura de um texto para clarificação dos estilos comunicacionais passivo, agressivo, manipulador e assertivo. Resposta a um teste, consistindo em diálogos, assinalando o tipo de comunicação utilizado; Partilha e debate a partir de um exemplo pessoal de comunicação não assertiva, propondo uma possível resposta assertive; Ponto de situação e reflexão sobre o trabalho autónomo já realizado. Módulo 4_ 2 horas - Inteligência emocional-Resposta a um questionário para avaliação do Quociente Emocional (QE); Leitura de um texto sobre Inteligência Emocional, reflexão e discussão sobre o mesmo; Inserção de, pelo menos, uma sugestão, no glossário de estratégias e atividades para desenvolver a inteligência emocional; Ponto de situação e reflexão sobre o trabalho autónomo já realizado. Módulo 5_4 horas - Perfil do aluno candidato a tutoria - Reflexão conjunta, complementada com informações fornecidas pelo formador, acerca das razões principais para um aluno ser encaminhado para tutorial; Elaboração de um guião de entrevista semiestruturada ao aluno “tutorado” e da ficha de identificação/caracterização; pessoal do aluno (registo com elementos identificadores codificados). Plano de ação tutorial individual – Construção/reformulação, em pequeno grupo, de planos de ação tutorial individuais para alunos Exploração das atividades: Autorretrato presente, passado e futuro e O meu estilo de aprendizagem Importância da comunicação entre o professor-tutor e a família do aluno – Elaboração de propostas para guiões de entrevista semiestruturadas para as famílias; Exploração das atividades: Comboio da vida e A minha Vida como um Estrada; Importância da promoção de parcerias entre o professor-tutor e a Rede Social Local – 1 hora Importância da comunicação regular com a CPCJ; Formas de comunicação eficaz com os serviços médico-hospitalares Princípios a respeitar nas parcerias da Escola com outras entidades; Reflexão/avaliação sobre o trabalho autónomo. Avaliação da ação pelos formandos.

Metodologias

Presencial: A formação compreende sessões presenciais conjuntas com tipologia teórico-prática, implementando os métodos: expositivo, demonstrativo interrogativo e ativo. Nestas sessões serão expostos e discutidos os aspetos teóricos e organizacionais da tutoria em meio escolar, permitindo a interrogação das práticas existentes, a consolidação de procedimentos e a produção de novos materiais de intervenção.No fim de cada sessão de formação presencial será refletido o trabalho autónomo, havendo salvaguarda dos princípios éticos da confidencialidade e privacidade da informação recorrendo à codificação de toda a informação que possa identificar alunos ou famílias. Trabalho Autónomo: Através do trabalho individual autónomo, os participantes serão convidados a refletir sobre as suas práticas, aferir a qualidade e eficácia das mesmas, terão oportunidade para implementar novos métodos e materiais, testar hipóteses e propostas, experimentar novas técnicas e desenvolver as competências pessoais e profissionais respeitantes à sua intervenção educativa.O trabalho autónomo será registado individualmente por cada formando, em formato de portefólio, contendo todas as atividades implementadas.

Avaliação

Regime de avaliação dos formandos Nos termos do artigo 13.º do Regime Jurídico de Formação Contínua, com a redação dada pelo artigo 4.º do Decreto-lei n.º 15/2007 de 19 Janeiro a avaliação dos formandos será quantitativa e expressa na escala de 1 a 10. A avaliação será contínua e os pesos da classificação final serão os seguintes: Nível de participação – 50% Portefólio individual com reflexão pessoal final – 50% Forma de avaliação da acção: Inquéritos de satisfação/avaliação aos formandos; Relatório crítico apresentado pelo Formador; Relatório crítico do formando

Bibliografia

FACHADA, M. (1992). Psicologia das Relações Interpessoais. Lisboa: Edições Rumo.TOPPING, K. (2000). Tutoria. Série Práticas Educativas – 5. UNESCO: International Academy of EducationÁLVARES, M. (Coord.) et al. (2013). Combate ao Abandono Escolar Precoce: Políticas e Práticas – Relatório Final. Lisboa: CIES-IUL.AZEVEDO, N. e NASCIMENTO, A. (2007). Modelo de Tutoria: construção dialógica de sentido(s). Interacções, Vol. 3, N.º 7, pp. 97-115. ISSN 1646-2335. (Consultado em janeiro, 2010, de http://nonio.eses.pt/interaccoes/)SIMÃO e FLORES (2008). Experiências de Tutoria: Problemas e Desafios. Texto não publicado. Universidade de Lisboa, Portugal.

Observações

O período de desenvolvimento referido (de 15/05/2026 a 15/07/2026) é apenas indicativo

Formador

Andreia Sofia Rodrigues Balas

Início: 15-05-2026
Fim: 15-07-2026
Acreditação: CCPFC/ACC-123742/24
Modalidade: Oficina
Pessoal: Docente
Regime: Presencial
Duração: 30 h
Local: Castelo Branco

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